domingo, 15 de abril de 2012

A Origem


Por mais que eu queria não consigo fugir deste episódio

O tempo conta não pára, eu torno-me num ponteiro de relógio

Giro e giro em voltas que não recuam

Mas o nervosismo impera e eu não tenho uma máquina de tempo

Prendo-me pelos cabelos e espero que eles ruam

Quero-me soltar já que me sinto com as mãos presas em cimento

Eu piso-o destruo-o a partir de hoje não quero ser mais logico

Amasso todas as folhas do passado melódico

Foram muitas músicas pautadas pela imaginação

O guizo que me zumbia no ouvido foi timbrado pela própria mão

Eu esculpi tudo de forma num ritmo pouco homogéneo

A uniformidade era a minha busca por um pouco de oxigénio

E eu cuspia toda a pureza e quase me tornei mais um gémeo

Apelidado de Senhor Loucura eu nunca queria tomar o remédio

Nunca consegui ao certo entender o vosso fosso

Uma separação das ideias que me saturou e afogou num poço

Eu renasci com a força da água e do fogo

Com a mágoa de que quando quiser vos darei o troco

Renascimento outrora sentido noutro caderno

Este sacana nervoso que me devora entre o Céu e o inferno

Esta fúria que me faz roer a própria alma

Deixa-me contorcido amarrado com lençóis á cama

Adormecido por mais de mil horas

A partir de hoje eu sacaneio por mais de mil e uma histórias....