Por mais que eu queria não consigo fugir deste episódio
O tempo conta não pára, eu torno-me num ponteiro de relógio
Giro e giro em voltas que não recuam
Mas o nervosismo impera e eu não tenho uma máquina de tempo
Prendo-me pelos cabelos e espero que eles ruam
Quero-me soltar já que me sinto com as mãos presas em cimento
Eu piso-o destruo-o a partir de hoje não quero ser mais logico
Amasso todas as folhas do passado melódico
Foram muitas músicas pautadas pela imaginação
O guizo que me zumbia no ouvido foi timbrado pela própria
mão
Eu esculpi tudo de forma num ritmo pouco homogéneo
A uniformidade era a minha busca por um pouco de oxigénio
E eu cuspia toda a pureza e quase me tornei mais um gémeo
Apelidado de Senhor Loucura eu nunca queria tomar o remédio
Nunca consegui ao certo entender o vosso fosso
Uma separação das ideias que me saturou e afogou num
poço
Eu renasci com a força da água e do fogo
Com a mágoa de que quando quiser vos darei o troco
Renascimento outrora sentido noutro caderno
Este sacana nervoso que me devora entre o Céu e o
inferno
Esta fúria que me faz roer a própria alma
Deixa-me contorcido amarrado com lençóis á cama
Adormecido por mais de mil horas
A partir de hoje eu sacaneio por mais de mil e uma histórias....
